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Como comprar dólar do jeito certo para o seu bolso - dólares na mão

Comprar dólar do jeito certo para o seu bolso é fazer isso levando em conta seu planejamento, não apenas a cotação do momento.

Se você também quer saber qual é o melhor momento para comprar dólar, saiba que a fila para isso já tem muitos quarteirões. Procurar a melhor cotação ou a hora certa não faz sentido; o que você deve fazer é comprar dólar do jeito certo para o seu bolso.

O importante para comprar dólar do jeito certo para o seu bolso não é só pegar a menor cotação possível ou pagar menos IOF, mas combinar estas possibilidades com o seu planejamento e, principalmente, sua realidade financeira.

Conheço muitas famílias que se planejam mal e acabam levando poucos dólares para uma viagem, usam o cartão de crédito e depois precisam pagar o mínimo, entrando em uma dívida muito cara. Ainda assim, se gabam de terem comprado o dólar em uma “boa cotação”. Endividados no cartão, mas pagando barato no dólar? Não faz sentido, não é mesmo?

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Comprar dólar do jeito certo: preço médio

Para mim, dólar é proteção e moeda para fazer a viagem dos sonhos. Não o vejo necessariamente como um investimento – o aspecto de proteção é para diminuir a volatilidade da carteira e absorver choques em crises. Acabamos de ver essa lição na prática, mas aprendi pela primeira vez lá em 2007/2008.

Dito isso, coloco minha opinião simples e direta: dólar é preço médio. Eu nunca procurei comprar no melhor preço ou quando a cotação estava atraente; em vez disso, tenho um valor mensal em reais que converto em dólar. Faça sol ou faça chuva, com ou sem crise, compro dólares todo mês, pouco a pouco.

Se você considerar um horizonte de um ano, talvez queira adivinhar a melhor cotação e vencer a média. Agora imagine 20 anos comprando dólares, pouco a pouco, todo mês. Como fica a comparação entre o preço médio deste período e a cotação atual? Pois é, fica bem mais interessante, não é mesmo?

Leia também: Controle financeiro: o que não pode faltar na sua planilha

Comprar dólar do jeito certo: acumular, vender, usar?

“Ah, mas você então compra dólar direto, acumula tanto tempo para quê? Não vende?”, eu escuto bastante este tipo de comentário. Excelentes questões, aliás. Eu faço de tudo um pouco, acumulação, venda e uso. Explico.

Eu acumulo na proporção da elevação de meu patrimônio. Do total de ativos que possuo, de 5% a 10% dele está sempre dolarizado. Quando o dólar extrapola, como aconteceu recentemente (o real se desvalorizou, melhor dizendo), eu vendo para rebalancear minha carteira de investimentos.

Se vendi, tenho então mais reais para investir em outra coisa, geralmente ativos de risco que sofreram grande desvalorização. Em uma crise, o dólar funciona como essa proteção, mantendo correlação negativa com ativos de renda variável, por exemplo.

E eu também uso, afinal de contas adoro viajar e em muitas viagens o dólar pode ser a moeda base para as experiências ou troca para a moeda local do destino. Por essas e outras que eu sempre compro dólar de forma absolutamente legal (nada de mercado negro).

Comprar dólar do jeito certo: como comprar?

Como fator de proteção da carteira, pode ser através de fundos de investimento que replicam o comportamento da moeda, embora assim você não esteja necessariamente fazendo uma diversificação de divisas (o investimento continua em reais, no Brasil).

Por isso também gosto da ideia de ter uma conta no exterior, e hoje isso pode ser feito remotamente, com envio facilitado de dinheiro através de vários serviços especializados nisso. Mantenho uma conta lá fora também.

Por fim, também compro em espécie e em cartão pré-pago, pois isso facilita bastante para viajar e usar nos destinos. Para mim, não existe o melhor jeito de ter dólar, porque não penso apenas no quanto deixarei de pagar de IOF. Eu penso na razão para ter dólar e como ele faz parte de minha estratégia.

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Conclusão

Seu planejamento e as escolhas que partirão dele são mais importantes que a cotação do dólar. Os objetivos de não se endividar, conseguir proteger o patrimônio e viajar sem complicação são mais importantes que sua “bola de cristal”.

Prefira ser aquela pessoa que tem um preço médio interessante no dólar, mas sem dívidas por causa disso e com o hábito de comprar sempre a ser o chato que fica sinalizando virtude porque comprou dólar a um preço mais baixo. Parabenize-o por isso e siga sua vida.

Foto: Pexels.

—— Este artigo foi escrito por Conrado Navarro. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama

Por Dinheirama
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