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Sem as tradicionais festas juninas e quermesses no país, empresas e até igrejas tiveram que se adaptar para manter as vendas no período. A saída encontrada foi incentivar a comemoração do arraial dentro de casa.

A Santa Helena, fabricante da Paçoquita, lançou no começo do mês um site exclusivo para venda dos produtos destinados às festividades. Além de receitas, a empresa disponibilizou uma ferramenta para ajudar a calcular a quantidade certa de quitutes para o festejo, considerando as pessoas presentes na comemoração, além de indicações de combos exclusivos.

Em entrevista à Exame, Renato Feliz Augusto, presidente da Santa Helena, explicou que as festas juninas representam a principal sazonalidade da empresa e as vendas crescem mais de 50% nesta época do ano. “Para atender à demanda, são cerca de oito meses dedicados ao planejamento.”

Na rede de franquia Casa de Bolos, a estratégia foi lançar um novo bolo para o período, o de milho com requeijão. A expectativa é que as vendas aumentem entre 10% e 15%. A novidade complementa a linha que a rede já tem para a época, como fubá com goiabada, fubá com erva-doce, milho, mandioca e banana com canela. “A ideia é fazer com que nossos clientes tenham na memória lembranças boas, mesmo em meio a um período tão turbulento e desafiador”, afirma Rafael Ramos, diretor de marketing da rede. A entrega do bolo custa 5,90 reais pelo aplicativo da rede, mas o produto também pode ser retirado nas lojas.

Já a Ghee Banqueteria, bufê especializado em eventos sociais e corporativos em São Paulo, adaptou um cardápio que foi criado há quatro anos atrás. Antes da pandemia, a demanda era de escolas e daqueles que procuravam comidas típicas para festas no mês de junho, como aniversário dos filhos, chá de cozinha, entre outros.

“Eram festas maiores com grande quantidade de comida. Sem estes eventos, lançamos um kit de festa junina. É uma solução pronta para até quatro pessoas”, afirma  Oghan Teixeira, sócio da Ghee Banqueteria. O kit vendido por 350 reais contém um litro de quentão, mini cuscuz, canjica, bolo de fubá, entre outros. “É um sucesso. As vendas de produtos juninos aumentaram 600% na comparação com o ano passado.”

O kit junino também foi a solução encontrada pela paróquia de São José do Ipiranga, em São Paulo. A quermesse da igreja aconteceria neste final de semana  (20 e 21 de junho). No ano passado, o público foi de 7.000 pessoas e o dinheiro arrecadado ajudou a manter as atividades da igreja. O kit, que é vendido por 45 reais, tem curau, quentão, vinho quente, canjica, caldo verde, pernil assado entre outros. Os pedidos são feitos por telefone e serão entregues na porta da igreja, em um sistema de drive-in. A expectativa é que sejam vendidos 350 kits.

Quando as festas voltam?

Ainda não é possível afirmar se no próximo ano as festas voltarão. Mas a expectativa é que sim, mas em um formato diferente. Segundo Ricardo Dias, presidente da Abrafesta (Associação Brasileira de Eventos), o setor já criou protocolos e está conversando com prefeitura de São Paulo para o retorno da atividade.

Entre as medidas sugeridas estão a redução do número de pessoas nos eventos, manter o distanciamento físico, reforçar higienização e manter ambientes arejados. Sobre alimentação e bebidas, os serviços volantes devem ser prioridades para evitar aglomerações. 

O setor de festa foi um dos mais impactados pela pandemia. Dados da Abrafesta apontam que o setor emprega seis milhões de pessoas e movimenta cerca de 250 bilhões de reais por ano. “Desde março as atividades estão paradas. As empresas estão tentando se reinventar, com lives, entregas de kits e produtos. Somos dinâmicos por natureza.”

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Por Exame
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