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Segurança emocional: um ótimo efeito colateral da educação financeira

Quem pratica a educação financeira tem mais segurança emocional, e isso é ótimo!

Viver preocupado, ansioso e com medo de não dar conta das responsabilidades é angustiante e perigoso. Muita gente não percebe (ou admite), mas a segurança emocional é tão importante quanto a reserva financeira.

Pensando bem, segurança emocional é um maravilhoso efeito colateral da educação financeira praticada de maneira constante, cuidadosa e verdadeira. Quem está em paz com o próprio bolso e tem uma reserva, dorme melhor e conduz sua vida com menos ansiedade e medo.

O oposto da segurança emocional neste caso é a insegurança geral, não apenas emocional ou financeira. Não é fácil entender como a falta de dinheiro atrapalha diferentes áreas da vida e complica o dia a dia, seja por uma dificuldade real com a situação de trabalho/renda ou por falta de controle.

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Segurança emocional, como assim?

De acordo com Kendra Campbell, professora de Psicologia da Universidade do Alasca, segurança emocional é “a capacidade de identificar, rotular e expressar o que você sente”. É o processo de lidar bem com as próprias emoções, sem dramas e/ou atitudes perigosas e de uma forma integrada.

Pense por um instante nas seguintes emoções ou sentimentos e veja se você já não passou por algo assim:

  • Eu não mereço isso;
  • Tenho medo de fracassar e ser rejeitado;
  • Sentimento de inferioridade;
  • Não lido bem com críticas;
  • Minha autoestima foi embora;
  • Não sinto confiança para dar este passo.

Quanto mais você é capaz de enxergar a realidade de maneira a externar seus sentimentos e emoções de forma honesta, melhor. Este exercício requer compreensão de que situações (e emoções) negativas são parte da jornada, mas em grande parte também fruto de determinadas escolhas.

Aqui finalmente conseguimos encaixar o dinheiro, que tem várias relações íntimas com seu estado de segurança emocional, com destaque para: 1) Quanto sua busca acima de qualquer limite pode causar mal; e 2) Como custa caro ignorar a educação financeira.

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Segurança emocional para diferenciar ambição de ganância

Dinheiro como fim coloca todas as outras coisas em segundo plano, gerando atritos familiares e estragos de caráter que costumam ser irreparáveis. A riqueza financeira não deve ser um motivo para viver, mas um estilo de vida capaz de oferecer qualidade de vida na medida certa.

“Ah, mas este é um espaço para falar de dinheiro, ficar rico e tudo mais, que conversa estranha”. Calma. Eu sou um adepto da construção de riqueza, mas ela não pode se resumir a uma conta corrente cheia de dinheiro e um coração vazio.

Parece um papo estranho, eu sei, mas segurança emocional depende de sermos coerentes com nosso propósito de vida enquanto construímos um legado amplo e verdadeiro. Na prática, isso significa que a realização pessoal precisa vir antes das conquistas financeiras.

Ao procurar pelas palavras “ambição” e “ganância” em muitos dicionários, já as confundi e até mesmo pensei serem sinônimos. Quem tem ambição é alguém ganancioso, ou vice-versa? Eu acho que são palavras que representam estados mentais e atitudes diferentes. Ambição não é a mesma coisa que ganância.

Na minha visão prática, observando pessoas com diferentes perfis, percebi a ambição pode estar associada ao propósito e tem relação com diferentes áreas da vida – o objetivo é ser melhor. A ganância, por outro lado, tem no componente financeiro sua principal motivação – a meta é ter mais.

O ambicioso pode, se não tiver segurança emocional, se tornar alguém ganancioso e enveredar demais apenas pelo lado financeiro da vida. O ganancioso já é a pura representação de alguém com um desejo exacerbado em relação ao bolso, o que implica desequilíbrio emocional latente e perigo à vista.

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Segurança emocional para não ter medo do dinheiro

Quando vinculamos a discussão sobre nossas emoções e o dinheiro, há também uma vertente que confunde os papéis e relaciona o lado financeiro a uma espécie de maldição. Não existe isso de ganhar dinheiro ser pecado ou coisa parecida – e você precisa acreditar nisso!

A segurança emocional é um dos excelentes efeitos colaterais do bom cuidado com o dinheiro, o que nos remete à necessidade de tratar as finanças pessoais com naturalidade e interesse. A educação financeira precisa ser uma prioridade para, assim, colaborar para redução do estresse.

Não ter medo do dinheiro significa dar a ele a importância devida, ou seja, transformá-lo em prioridade. Se hoje o lado financeiro da sua vida pode ser sinônimo apenas de angústia, problemas e dor de cabeça, a virada começa justamente por acreditar que investir tempo, energia e esforço nisso pode ser bom também para o seu lado emocional.

Segurança emocional neste contexto é ver o dinheiro também como parte da solução para seus anseios pessoais e, consequentemente, para a realização dos objetivos alinhados ao seu propósito de vida – e por isso é tão importante ser ambicioso, mas não ganancioso, como já aprendemos.

O fato de muita gente ignorar o papel do dinheiro na jornada da vida é um indicativo forte de que ainda jogamos muitas expectativas (e responsabilidades) no colo de outras pessoas. O cuidado com as finanças pessoais jamais poderá ser terceirizado. Deixar para lá ou para depois eleva a ansiedade, que por sua vez gera insegurança.

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Conclusão

Não é possível viver alheio às emoções negativas e sem sofrer algum impacto na autoestima e autoconfiança. Viver é arriscado, mas pode ser também uma jornada com resultados diretamente associados à nossa capacidade de fazer escolhas.

A plena segurança emocional é uma meta impossível, até porque não existir assim não teria a menor graça. Ainda assim, não devemos alimentar a ansiedade e o estresse de forma deliberada – e é justamente isso que fazemos quando ignoramos a importância da educação financeira.

Quando você cuida bem das próprias finanças, você passa a respeitar mais e melhor sua própria realidade financeira. Com isso, você aprende a fazer escolhas melhores e passa a lidar com mais tranquilidade com a frustração de não poder ter tudo. Não parece bem melhor do que apenas passar a vida pagando boletos?

Foto: Pexels.

—— Este artigo foi escrito por Conrado Navarro. Este artigo apareceu originalmente no site Dinheirama.A reprodução deste texto só pode ser realizada mediante expressa autorização de seu autor. Para falar conosco, use nosso formulário de contato. Siga-nos no Twitter: @Dinheirama

Por Dinheirama
https://dinheirama.com/seguranca-emocional-efeito-colateral-educacao-financeira/

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